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Quais os sintomas do mal de parkinson: 19 sinais para ficar de olho

Quando qualquer doença é diagnosticada nas fases iniciais, fica muito mais fácil garantir um tratamento de qualidade, como é o caso do parkinson. Por isso, descubra quais os sintomas do mal de parkinson e como tratar a doença.

A doença de parkinson é um problema marcado pela rigidez da musculatura e tremores involuntários. Como é um problema neurodegenerativo e progressivo, é muito importante estar atento aos sinais para assegurar um tratamento precoce. Portanto, além desses, você sabe quais os sintomas do mal de parkinson?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população com mais de 65 anos sofre com a doença em todo o mundo. Só no Brasil, são cerca de 200 mil pessoas. E, para 2030, estima-se que mais de 600 mil brasileiros terão a doença.

Visto o aumento expressivo no número de indivíduos com o problema, é muito importante saber quais os sintomas do mal de parkinson de antemão, de modo a melhorar a qualidade de vida desde os primeiros sinais clínicos.

Por isso, a CenttralMed preparou um guia completo sobre a doença. Confira o que é, principais sintomas e tratamentos indicados.

O que é o mal de parkinson?

O parkinson é uma doença neurológica marcada pela destruição progressiva da dopamina (neurotransmissor responsável pelos movimentos do corpo). Logo, quando é afetada, ela prejudica o controle dos movimentos e, em consequência, causa rigidez muscular.

A doença de parkinson não acontece de uma hora para a outra: na verdade, as células são destruídas em todo o cérebro pouco a pouco. Então, conforme o passar do tempo, ela afeta a qualidade de vida e impossibilita a realização de determinadas atividades, antes consideradas simples.

As origens da doença são desconhecidas até hoje. O que se sabe é que o mal de parkinson não tem cura, mas pode ser tratado, de modo a melhorar o bem-estar do indivíduo que enfrenta o problema.

Essa é a doença neurodegenerativa mais comum, atrás apenas do alzheimer.

Quais os sintomas do mal de parkinson: 19 sinais clínicos

  1. Tremores involuntários durante o repouso

Os tremores acontecem quando a pessoa está em repouso. Se você nota que as mãos, dedos, queixo, cabeça ou pés começam a tremer sozinhos, em um ou nos dois lados do corpo, pode ser mal de parkinson.

Contudo, embora esses tremores sejam o sinal clínico mais característico do mal de parkinson, 20% dos pacientes podem não apresentar o sintoma.

Além disso, vale ressaltar que nem todo tremor involuntário está relacionado à doença de parkinson. É muito importante ir ao médico frequentemente para investigar os sintomas e receber o diagnóstico correto.

  1. Postura curvada

O paciente, de pé ou sentado, não consegue ficar com a postura ereta. Suas costas ficam curvadas ou inclinadas para frente.

  1. Lentidão nos movimentos

A pessoa não consegue fazer determinadas atividades como antes, como se vestir, caminhar ou cozinhar. A coordenação motora fica lenta no dia a dia.

  1. Problemas para andar

Então, quando tenta andar, o indivíduo sente o corpo travado ou duro; caminha arrastando os pés e sente rigidez ou dor nos ombros e quadris.

  1. Tonturas e desmaios

Quando tenta levantar após repouso, a pessoa sente tontura com facilidade.

  1. Voz mais baixa

Quem tem parkinson costuma ficar com a voz mais baixa, como se estivesse rouco.

  1. Caligrafia menor

Ao escrever, o tamanho das letras fica menor do que era antes, as palavras mais agrupadas e bastante tremidas.

  1. Perda das expressões faciais

A pessoa com parkinson não tem expressões faciais. A expressão parece sempre séria e deprimida.

  1. Perda do olfato

Nesse caso, a pessoa não sente nenhum odor ou aroma, mesmo não estando resfriado ou com gripe.

  1. Prisão de ventre

Embora muito comum, a constipação também é um sintoma da doença de parkinson. Avalie e mude a rotina de alimentação, para verificar se o problema melhora. Se não sentir nenhuma mudança, vá ao médico.

  1. Problemas ao dormir

Pessoas com mal de parkinson costumam ter sonhos muito vívidos, por isso, enquanto dormem, se movimentam muito na cama, como se realmente estivessem vivendo o momento. Esse distúrbio é conhecido como transtorno comportamental do sono REM.

Além desses, outros sintomas comuns da doença são:

  • Depressão
  • Ansiedade
  • Demência
  • Nervosismo
  • Pressão baixa
  • Dores musculares constantes
  • Disfunção erétil
  • Incontinência urinária

Quais os sintomas do mal de parkinson: primeiros sinais

Alguns sintomas costumam aparecer de 10 a 15 anos antes do desenvolvimento da doença, sabia? Durante essa fase, conhecida como pré-motora, é comum que o paciente tenha redução do olfato, constipação e distúrbios do sono.

Consequências do parkinson

A maior parte dos episódios da doença de parkinson só é notado em fases muito avançadas. Quando não tratado, o problema piora conforme o passar dos anos. Como não há cura, o cérebro vai se deteriorando, o que antecipa a morte do paciente.

Portanto, saber quais os sintomas do mal de parkinson é a melhor forma de evitar a progressão da doença. O tratamento precoce é a melhor forma de retardar o progresso do problema e melhorar a qualidade de vida do paciente!

Como tratar o mal de parkinson

Após ser diagnosticado, o mal de parkinson é tratado com terapias. O médico pode indicar medicamentos, além de fisioterapia, fonoaudiologia (para aqueles com problemas de fala e voz), terapia ocupacional e cirurgias.

Quando o paciente não consegue domar tremores e a rigidez, o médico pode sugerir o implante de um marcapasso cerebral. Isso ajuda a silenciar os sintomas e auxilia a retomada das atividades habituais.

Além disso, há outras duas maneiras de tratar a doença de parkinson, desde que indicadas pelo médico responsável e sempre acompanhadas.

Um estudo feito no Centro Médico Universitário Radboud, na Holanda, mostrou que pacientes que se exercitavam em casa tinham melhora dos sintomas do parkinson. Alongamentos, por exemplo, são boas opções para evitar a atrofia muscular. Contudo, se sentir tontura ou perder o equilíbrio, suspenda o exercício e fale com o médico outra vez.

Já um levantamento feito pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre evidenciou que escutar música, tocar instrumentos ou dançar também são formas alternativas de combater o parkinson. 

Antes de fazer qualquer atividade, é importante ter a orientação de um profissional. Ele será responsável verificar quais os sintomas do mal de parkinson, realizar exames e avaliar se o indivíduo está apto ou não para executar determinadas atividades em segurança.

Além disso, é muito importante ter atenção à saúde mental dos pacientes. A depressão é um sintoma prevalente em 50% dos indivíduos com a doença. Se não for tratada, pode intensificar os sintomas e piorar a qualidade de vida do paciente.

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