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Diferentes tipos de corrimento: entenda o que é e o que indica cada tipo

O corrimento vaginal pode ser incômodo para muitas mulheres, mas ele pode trazer grandes indícios sobre a sua saúde. Descubra agora os diferentes tipos de corrimento.

Você está sempre atenta aos sinais de alerta que o seu organismo emite? Quando algo parece fora do normal, você logo nota ou as alterações passam despercebidas na correria do dia a dia?

Quando falamos em saúde da mulher, manter o olhar atento aos sinais que o corpo dá é um dos primeiros e mais essenciais passos para prevenir muitas doenças.

Um dos indícios mais importantes para entender como anda a sua saúde são as secreções vaginais, uma condição comum que, por mais que muitas mulheres não acreditem, nem sempre está relacionada a doenças.

Enquanto dentro da normalidade, não há muito o que se preocupar. Porém, quando foge do normal, pode indicar uma série de coisas que apenas uma visão médica pode diagnosticar. 

Mas, para ter certeza sobre isso, é fundamental entender os diferentes tipos de corrimento e suas características principais. 

Por isso, hoje vamos apresentar os tipos de secreção e quando o quadro sai da normalidade e passa a ser um bom motivo para marcar a consulta com o ginecologista. Veja mais! 

O que é corrimento vaginal?

É chamado de corrimento vaginal toda secreção que sai da vagina e não é considerado menstruação. Por englobar diferentes tipos de fluidos, o corrimento vaginal pode ter diversas características. 

Em um primeiro momento, ao falarmos sobre corrimento vaginal, logo se imagina que a condição pode estar associada a doenças ginecológicas. Mas isso não é verdade.  

Para exemplificar o que é um corrimento vaginal natural, os fluidos como a lubrificação e o líquido de excitação são considerados corrimentos e não indicam nenhuma situação de risco. 

Apesar do tabu acerca do tema, e da errada crença de que as secreções vaginais são indicativos de problemas ou de falta de higiene, o corrimento tem um grande papel na saúde feminina.

Ao ser liberado pelo organismo, a secreção ajuda a manter o sistema reprodutor livre de bactérias e fungos. 

Quando o corrimento vaginal pode ser considerado anormal?

Como falamos, as secreções e os diferentes tipos de corrimento são, em grande parte, naturais e acontecem com toda mulher em idade reprodutiva.

Exatamente por isso, nem sempre as secreções indicam doenças ou problemas de saúde. 

Pelo contrário, caso você nunca tenha percebido, os tipos de corrimento estão associados às fases do seu ciclo menstrual, mudando seus aspectos físicos sempre em que há alteração hormonal no organismo feminino. 

Mas, você deve estar se perguntando, como saber quando o corrimento na vagina está anormal?

Em geral, a mudança de cor nos diferentes tipos de corrimento é natural. O problema está quando a alteração física vem acompanhada de odores, sobretudo quando o odor é ruim e forte. 

Além disso, outros sinais de que o corrimento vaginal não está dentro da normalidade é a ardência ou coceira no órgão genital, uma coloração acinzentada ou uma textura densa, como se a secreção estivesse “coalhada”.

Nesses casos, o ideal é procurar um ginecologista para que a origem e a causa do corrimento seja identificada. 

Pois, a alteração na secreção vaginal, pode se tratar de infecções, desequilíbrios da flora ou até doenças mais sérias, como é o caso das Doenças Sexualmente Transmissíveis, as DSTs.

Leia também: Check-up geral da saúde: previna-se de doenças, viva mais e melhor!

Diferentes tipos de corrimento: aprenda a identificar 

Agora que você sabe que as secreções vaginais são, em sua maioria, naturais  e quais os sinais de atenção, vamos explicar quais são os diferentes tipos de corrimento.

Entender quais são os tipos, suas características e aspectos físicos é fundamental para que, ao primeiro sinal de anormalidade, a mulher possa procurar pelo atendimento médico. 

Corrimento branco

Entre os diferentes tipos de corrimento, o de coloração branca é o mais comum. Sua presença é mais frequente quando a mulher está iniciando a fase de ovulação, pois os níveis de estrogênio aumentam. 

Esse corrimento nada mais é do que o excesso de muco que o colo do útero passa a produzir durante essa fase.  

Caso a secreção seja acompanhada de mau cheiro, coceira e ardor ou vermelhidão, é hora de procurar um ginecologista. 

Nesse caso, pode ser que a mulher esteja enfrentando um quadro de candidíase vaginal, uma infecção comum que já atingiu 52% das mulheres brasileiras, segundo dados do Ibope. 

Corrimento amarelo esverdeado 

Dentre os diferentes tipos de corrimento, esse é um dos que causa mais dúvidas entre as mulheres. Afinal, seria mesmo normal ter um corrimento amarelo esverdeado? 

Nesse caso, a alteração de cor pode ser um indicativo de que sua saúde reprodutiva precisa de atenção. 

Em geral, ao apresentar esse tipo de corrimento, ele vem acompanhado de um forte odor e ardência ao urinar. 

Sua causa pode ser uma infecção que deve ser acompanhada e tratada por um médico especialista.

Corrimento marrom

Quando falamos em diferentes tipos de corrimento, o de cor marrom é o mais enigmático. 

Isso porque sua presença pode ser comum em algumas mulheres, alguns dias após o final da menstruação, e não quer dizer nada – é apenas uma forma do organismo de se “auto-limpar” dos resquícios. 

No entanto, quando está acompanhado de outras condições, como o mau cheiro e ardência, pode estar associado a alguma doença ou infecção, que precisam ser tratadas sob supervisão médica. 

Corrimento rosa

O corrimento rosado é o tipo mais característico em início de gestação. Ele acontece quando o óvulo é fecundado e alocado no endométrio. 

Sua coloração clara é devido ao resquício de sangue, e ele pode ser acompanhado de um incômodo abdominal, muito semelhante às cólicas naturais em período menstrual. 

Ao sinal desse tipo de secreção, o ideal é procurar um ginecologista para uma confirmação da condição.

Leia também: Como diminuir sintomas da TPM e evitar incômodos

E o que provoca o corrimento vaginal? 

Além dos motivos normais que já citamos acima, quando o corrimento vaginal não apresenta aspectos naturais, ele pode ser evitado com alguns cuidados.

Grande parte dos corrimentos são causados por infecções ou doenças vaginais, por isso, manter a higiene íntima em dia é o primeiro passo para se precaver. 

Além disso, também é interessante:

  • Evitar uso de sabonetes e desodorantes íntimos que podem desequilibrar a flora
  • Evitar o uso de roupas íntimas sintéticas (prefira sempre as calcinhas de algodão)
  • Evitar esfregar a região com força ao higienizar 
  • Evitar manter relações sexuais sem camisinha (previne DSTs) 

 Todas essas situações, se não evitadas, podem resultar no aparecimento das seguintes doenças, as maiores causadoras de corrimentos não naturais, como:

  • Candidíase
  • Gonorreia
  • Clamídia
  • Tricomoníase
  • Vaginose bacteriana
  • Atrofia vaginal
  • Entre outras.

Leia também: O que causa a infertilidade feminina: conheça 6 motivos e previna-se desse problema

Quais os tratamentos para as secreções?

O tratamento para os diferentes tipos de corrimento irá depender da sua causa e precisa de um diagnóstico médico.

Em geral, são recomendados medicações antifúngicas e antibióticos para quadros de infecção. Em alguns casos, pomadas também podem fazer parte do tratamento para eliminar a secreção no natural.

Mas apenas o ginecologista pode recomendar o tratamento ideal, pois não há um único caminho para eliminar o corrimento vaginal. Por isso, ao menor sinal de anormalidade, não hesite em marcar uma consulta. 

Cuida da sua saúde: faça um acompanhamento com um ginecologista 

Quando falamos em saúde da mulher, uma boa percepção das mudanças e alterações físicas podem significar muito. Por isso, cuidar de cada área, sobretudo o sistema reprodutor feminino, é essencial. 

Se você notar alguma diferença em seu corpo ou a presença de algum dos diferentes tipos de corrimento, agende uma consulta com um ginecologista. 

Na CenttralMed você pode fazer seu atendimento sem custos e sem esperar tempo de carência, pagando apenas os exames solicitados por seu médico.

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