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Quais são os tipos de autismo? Entenda como acontece o diagnóstico

O TEA, apesar de ser uma condição comum, ainda é visto como um tabu por muitas pessoas. Para se informar melhor sobre o assunto veja agora o que é e quais são os tipos de autismo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 2 milhões de brasileiros podem conviver com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

Ainda assim, apesar do aumento na incidência do autismo com o passar dos anos, o assunto ainda é pouco falado e, sobretudo, pouco compreendido entre as pessoas.

Se você quer saber mais sobre esse transtorno e como ele afeta a vida das crianças diagnosticadas, veja abaixo as principais informações sobre o TEA, entenda quais são os tipos de autismo e os tratamentos existentes. 

Boa leitura!  

Afinal, o que é autismo? 

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento infantil, que pode se apresentar em diferentes níveis em cada criança diagnosticada. E, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta uma em cada 160 crianças em todo o mundo.

Entre suas características mais evidentes estão a dificuldade de comunicação e fala, problemas de interação social e comportamento. Mas outros sintomas também podem ser percebidos a depender do grau da doença. 

No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), o autismo recebeu a nova nomenclatura de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), englobando todas as subdivisões que existiam para transtornos com essas características. 

Isso porque os indivíduos afetados pelo TEA podem apresentar o transtorno em diferentes condições e com sintomas singulares, e a nova definição de espectros torna a avaliação do grau de autismo mais  clara. 

Assim, além de facilitar o diagnóstico, uma vez que o grau da doença é identificado, a criança pode receber um tratamento mais adequado conforme as particularidades de seu quadro

Agora, vejamos quais são os tipos de autismo e seus sintomas.   

Quais são os tipos de autismo?

Como falamos, o autismo é considerado um espectro por se manifestar em diferentes graus, sintomas e até mesmo com condições associadas em cada criança que recebe o diagnóstico. 

Por isso, existem alguns tipos de autismo que representam a intensidade do transtorno e a forma com que ele afeta a condição de vida do indivíduo. 

Abaixo, vamos entender quais são e suas classificações que, segundo DSM-5, podem se apresentar de forma leve, moderada ou severa. 

Casos leves (alta funcionalidade)

Ao ser diagnosticado com um quadro de autismo leve, pode ser dito que a criança possui o que é conhecido como Síndrome de Asperger.  

Por ser um TEA de grau leve, é entendido que a criança não irá apresentar tantas dificuldades como acontece em outros níveis, portanto, nada irá impedi-la de, por exemplo, conseguir estudar, trabalhar e se relacionar.

Ainda assim, a dificuldade de se comunicar é uma característica bem marcante, bem como interesses específicos por objetos e assuntos, e a dificuldade em obedecer regras e rotinas.

Em alguns casos, ainda é possível notar o desenvolvimento infantil de habilidades impressionantes, como o caso de crianças que aparentam ter uma inteligência acima da média. 

Casos moderados (média funcionalidade)

Já em quadros de autismo de média funcionalidade, nos casos moderados, a criança irá apresentar um Transtorno Invasivo de Desenvolvimento, com um grau de dificuldade acima do que a Síndrome de Asperger.

Entre os diferentes sintomas que a pessoa possa vir a apresentar, algumas características comuns são: dificuldade de interação social, problemas linguísticos e interesses restritos.

Casos severos (baixa funcionalidade) 

Por fim, os casos severos são o grau de autismo mais complexo e que necessitam de tratamentos e amparos mais específicos. São os casos de crianças diagnosticadas com o Transtorno Autista ou o Transtorno Desintegrativo da Infância.

Nesses quadros, as habilidades linguísticas, sociais e cognitivas são bastante comprometidas, e a criança pode apresentar sintomas como:

Agora que você sabe quais são os tipos de autismo, vamos entender como se dá o diagnóstico desse transtorno. 

 Como é feito o diagnóstico do TEA?

Para entender se uma criança possui a TEA, independente do grau, ela deve passar por uma avaliação médica. 

Os sinais do autismo podem começar a aparecer em crianças ainda bebês, mas os sinais se tornam mais perceptíveis entre 1 a 3 anos de vida — embora alguns casos possam ser identificados mais cedo ou mais tarde.

Assim, logo que os primeiros sintomas são percebidos, os pais ou responsáveis devem encaminhar a criança para o atendimento médico especializado. 

Como não existem exames de imagem ou sangue que possam fornecer esse diagnóstico, a avaliação acontece através da observação direta do comportamento da criança e conversas com os pais para entender como a criança se comporta em seu dia a dia. 

Para identificação precoce do TEA, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o teste M-Chat, um conjunto de perguntas respondidas pelos pais para refinar o diagnóstico. 

No entanto, por ser um espectro com diferentes níveis e manifestações, muitas vezes o diagnóstico pode levar um pouco mais de tempo para acontecer. 

Por isso, é fundamental que assim que os primeiros sinais do autismo são percebidos pelos pais, um especialista seja procurado para iniciar o tratamento. 

Quais são os tratamentos indicados para pessoas com TEA?

A melhor intervenção para crianças com TEA irá depender de quais tipos de autismo elas apresentam. 

Em geral, o tratamento acontece através de um acompanhamento profissional multidisciplinar

Ou seja, com médicos pediatras, neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogos, entre outros, trabalhando em conjunto, a depender da necessidade de cada pessoa. 

Esse acompanhamento não pode curar o autismo, mas proporcionar uma melhor qualidade de vida e melhorar habilidades sociais, comunicativas e cognitivas das crianças diagnosticadas. 

Até o momento, não há medicamentos específicos para tratar o transtorno, mas eles podem ser associados ao tratamento para conter condições associadas, como hiperatividade, ansiedade, falta de foco, agressividade, entre outros. 

 Apenas crianças possuem autismo? 

 Uma dúvida comum quando falamos em TEA e quais os tipos de autismo é se apenas as crianças podem apresentar o transtorno. 

Isso acontece sobretudo porque, ao se falar sobre o tema, logo é associado aos bebês e crianças, fazendo com que muitas pessoas acreditem que somente durante a infância o indivíduo é afetado. 

No entanto, é necessário lembrar que o autismo não possui cura, as condições do transtorno são permanentes e irão acompanhar a pessoa por toda a vida

Os sintomas, inclusive, podem ser alterados à medida que a criança cresce e, em todas as fases da vida, pode ser necessário um acompanhamento profissional para ela conseguir lidar com as transições que irá passar. 

Ficou claro o que é o transtorno e quais os tipos de autismo? 

Então compartilhe com outras pessoas para que o TEA e os sinais do autismo sejam compreendidos por todos para acabar com esse tabu e aumentar a conscientização.

Lembramos que o artigo não substitui um diagnóstico clínico.

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